Resenha: Uma longa queda

Título: Uma longa queda
Autor: Nick Hornby
Editora: Companhia das letras
Nota:                                           Onde comprar: LINK
Minha opinião sobre o livro:

Quatro pessoas diferentes tomam uma mesma decisão: o suicídio. Martin Sharp, Maureen, J.J e Jess se encontram em um alto edifício em Londres. Prestes a acabarem com as suas vidas o inesperado acontece: eles se unem e fazem um pacto no qual todos iriam se reunir no mesmo lugar no Dia dos Namorados para tentar o suicídio novamente. Nesse tempo, os quatro acabam se tornando amigos e reconfortando uns aos outros, até mesmo com palavras nada amigáveis.

Os personagens principais tem personalidades bem diferentes, principalmente Maureen e Jess, enquanto uma é certinha e introvertida, a outra é extrovertida e não tem papas na língua. Jess parece não se importar se vai ferir ou não a pessoa, em algumas cenas eu até achava que ela gostava de magoar os outros e Maureen era uma presa fácil. No começo eu não me simpatizei com a Jess, na verdade, no começo eu não me simpatizei por nenhum deles porque não achei a razão por estarem cometendo suicídio uma ideia, digamos... justificável; algo sério, entende?

Cantinho da Káh ~ Frustrações

Você já parou para observar o que tem dito ou desejado na vida do outro? Não se preocupe, esse não é mais um texto no estilo palavras-tem-poder. Não. Esse texto é mais pra fazer a gente pensar.

Primeiro. Hoje eu acordei daquele jeito, sabe? Alegre, falante, mas também de ovo virado: falou besteira do meu lado, levou um tapa na cara bem dado. Daí, li uma asneira imensa no Facebook: Ela tem câncer e ele morre! Sim, o post era referente ao filme e ao livro A Culpa é das Estrelas... me arrepiei todinha. Se fosse um gato, meu pelos estariam todos de pé e eu estaria sibilando.

Mas calma. A minha reação não foi apenas pelo fato da criatura ter falado mal do filme/livro. Mas sim porque ela resumiu uma história que aborda morte, amor, perda, dano, superação e questionamentos de forma filosófica de forma tão trivial. O que quero dizer é: ela simplesmente julgou sem se quer ter lido...isso me deixou chateada. A pessoa tem todo direito de odiar a obra, mas por favor, respeite quem absorveu algo dali.


Segundo: Cansado do Facebook, fui tirar a poeira do twitter e vejo a frase de um vlogger desejando que outro vlogger superfamoso fosse estuprado por um gringo durante a Copa do Mundo. Pronto, meu sangue ferveu com tamanha ignorância.

Cara, se você tem inveja de alguém, xinga, odeia, mas por favor, nunca, jamais deseje que essa pessoa seja estuprada, sequestrada ou sofra atentados a sua dignidade. Sabe por que? Porque quando você fala: “espero que fulano de tal seja estuprado durante a Copa” está incentivando outros a falarem burrices maiores ainda.

Então, os seguidores desse vlogger responderam coisas do tipo: “ele ia gostar de ser estuprado, seria um elogio pra ele”. Meu...meuuuuu...presta atenção no que você escreveu pelo amor de Deus...Você simplesmente disse que cada vítima de estupro no mundo quis, gostou e mereceu o abuso sofrido. Você tem noção do tamanho do absurdo que acabou de dizer? Eu acho que não.


Quando uma pessoa é estuprada ela é roubada naquilo que até então ninguém poderia lhe tirar: direito ao próprio corpo. É obrigada a ceder o corpo pra um desconhecido como se fosse um mero objeto, seu direito a segurança do próprio corpo é arrancada dela e a segurança de andar sozinha. Você não confia em mais ninguém...o direito de escolher a quem se entregar foi roubado de você como se você fosse uma boneca inflável. Fora os incontáveis traumas emocionais e psicológicos. Daí vem alguém no Twitter e fala que fulano ia gostar de ser estuprado.

Por favor, aprendam que tudo que se escreve é lido e vivemos numa época que a informação está a penas um click de nossas mãos. Leiam, se informem, não falem do que vocês não sabem e não repitam o erros dessas pessoas. O estupro é um crime hediondo: é fazer um ser humano se tornar um objeto sem vontade própria, sem direito ao próprio corpo e vontades!

Bom, fica aqui a reflexão...espero que vocês tenham entendido!

E respondendo a pergunta: nunca fui estuprada, mas conheço pessoas que foram! 

Resenha: A Submissão

Título: A Submissão
Autora: Amy Waldman
Editora: Fundamento
Nota:                                                 Onde comprar: LINK
Sinopse: Alguns anos depois dos atentados de 11 de Setembro, um júri reúne-se em Manhattan para escolher o projeto vencedor de um memorial, a ser erigido no Ground Zero. Perante milhares de participações anônimas, o júri - constituído por artistas, acadêmicos e a viúva de uma das vítimas - chega finalmente a acordo. Abrem o envelope selado que contém a identidade do vencedor. A perturbação é geral: o distinguido é um arquiteto muçulmano chamado Mohammad Khan. O debate que se segue reacende discórdias presentes desde o início do processo de seleção. Ao questionar a legitimidade da dor, a ambiguidade da arte e o significado do Islã, o júri dá início a um conflito que rapidamente se estende ao país. As fugas de informação para os média colocam sob pressão não só os membros do júri - particularmente Claire Burwell, representante dos familiares das vítimas e inesperada apoiante do vencedor - mas o próprio Mohammad Khan, americano, sofisticado, ambicioso, e que se vê pela primeira vez confrontado com a sua herança cultural. Uma luta entre fações, ou diferentes "Américas", na qual está latente a urgência de uma resposta à questão essencial: como manter viva a memória de uma tragédia? 

Minha opinião sobre o livro:

Primeiro livro que recebo de parceria com a editora Fundamento. Sinceramente eu pensei que o livro fosse verídico, mas não; A Submissão é uma história fictícia que traz como tema principal o atentado as torres gêmeas no dia 7 de setembro de 2001. 

Nunca tinha lido uma obra de Amy Waldman, eu gostei da escrita da autora, ela aborda o tema com muita vivacidade e faz o leitor refletir sobre vários pontos na trama. Devido ao triste fato histórico, a intolerância religiosa e o preconceito contra muçulmanos adquiriu força, podemos perceber isso nos filmes, HQ's, em algumas séries e etc. Uma reflexão rápida aqui: Já parou para pensar que na maioria das vezes nos filmes de Hollywood os vilões são de etnia dos países que são ou já foram considerados inimigos dos EUA? Você provavelmente já assistiu um filme onde um chinês queria ganhar milhões plagiando, um russo que queria uma formula secreta para dominar o mundo ou um árabe sequestrando pessoas e querendo explodir as coisas. Hollywood tem uma influencia grande não só nos EUA como na maioria dos outros países, o fato de estereotipar determinada etnia conduz as pessoas a terem um pensamento às vezes equivocado e isso aumenta a repulsa e o preconceito.

Claire Burwell inicialmente foi a única a apoiar Mohammad, o que é estranho porque o marido dela morreu no atentado, mas ao invés de guardar rancor Claire foi superior em mostrar que não se pode culpar todos os muçulmanos e que ao invés de excluirmos devemos ter a mente aberta, respeitando as diferenças e tentar entrar em acordo. Violência, seja ela física ou moral, não leva o ser humano à lugar algum.

A submissão é um livro bem escrito que com certeza vale a pena ser lido.

Um pouquinho sobre a autora: Amy Waldman é escritora e ex-jornalista do New York Times. Por três anos, participou da chefia da sucursal desse jornal em Nova Déli. Também foi correspondente da revista The Atlantic. Além dos prêmios e indicações para A submissão, recebeu em 2010 o Berlin Prize, prêmio concedido pela American Academy de Berlim. Ela mora com a família no Brooklin, em Nova York.


Nova capa do livro "O pássaro"

Olha que linda que ficou a nova capa, beeeeem mais bonita que a primeira! ;D

Capa nova e capa antiga
O livro está na pré venda no site da editora clique aqui para comprar

Novidades da autora Samanta Holtz

Oie galera, tudo bem? Fiquei um tempo sumida (vida de vestibulando não é fácil, hehe).

A autora Samanta (parceira do Blog da Mylloka) confirmou a sua presença na Bienal 2014. Confira:



Resenha: A maldição dos ancestrais

Título: A maldição dos ancestrais
Autor: Matt de La Peña
Editora: Seguinte
Nota:                                                 Onde comprar: LINK
O que a Pat achou do livro?

Viagens no tempo não são novidade para ninguém, há muito tempo histórias são contadas sobre o assunto que se consolidou alguns anos atrás com os filmes da franquia “De volta para o futuro” (que se vocês nunca assistiram, deveriam se envergonhar rs), por isso é um pouco difícil encontrar um livro, série ou filme que traga alguma novidade, logo quando a série Infinity Ring foi anunciada não fiquei muito empolgada com os livros, mas podemos dizer que mordi a língua, e começar a série pelo quarto livro pode ter sido um erro ou não rs.

Para quem não conhece a série, vamos nos situar um pouco: os livros acompanham Dak, Sera e Riq que com o auxilio do Anel do Infinito viajam pelo tempo e tentam a todo custo consertar os grandes erros da história mundial, a cada livro os personagens viajam para um tempo e local diferentes e lidam com uma situação diferente, infelizmente existem aqueles que tentam atrapalhar os três.

Resenha: O irresistível café de Cupcakes


Título: O irresistível café de cupcake                 Autora: Mary Simses                                     Editora: Paralela                                                  Onde comprar: LINK                                 Sinopse:Ellen é uma advogada de Manhattan e seu noivo está prestes a se tornar um importante político. Tudo em sua vida parece estar perfeito e no caminho certo. Até que ela decide realizar o último desejo de sua avó e entregar em mãos uma carta. Para isso, ela precisa ir para Beacon, uma charmosa cidadezinha do interior. Entre cupcakes de blueberry e deliciosas rosquinhas, Ellen desvenda os mistérios da vida de sua avó. Aos poucos, ela descobre os simples prazeres da vida e que "perfeito" nem sempre é o que parece.
O que a Pat Xavier achou do livro?

Ellen é um exemplo de mulher “comum” ela poderia realmente existir o que dá maior veracidade ao livro, suas reações e comportamentos fazem com que acreditemos que tudo aquilo poderia estar acontecendo em algum lugar do mundo neste momento, tudo isso porque ela parte na missão de realizar o último desejo de sua avó: entregar uma carta a um antigo amor.

O mais interessante do livro são as descobertas feitas pela personagem, Ellen percebe que tudo que acreditava saber sobre sua avó não chega nem perto da metade de quem ela realmente era, antes de deixar a cidade anos atrás ela possuía uma vida completamente diferente da que Ellen ou sua mãe chegaram a conhecer. Com o passar dos dias, Ellen vai percebendo que a vida não precisa ser de determinada maneira e que são suas decisões que moldam o futuro, e que estas podem ter consequências no futuro e nas vidas de outras pessoas. Além disso, ela vai percebendo que o que sempre desejou para sua vida, pode ser uma realidade, mesmo que algumas coisas precisem ser repensadas.
“O céu estava repleto de nuvens brancas, e o sol do final de junho se espraiava sobre a água. Virei o rosto e contemplei a fileira de lojas – Three Penny Diner, Antler, Imobiliária Harborside; Tindal & Griffin advogados. Algo parecia diferente. (...) O quanto ainda havia por descobrir eu não tinha ideia. Mas de uma coisa eu não tinha certeza: eu não iria embora de Beacon. Pelo menos não naquele momento”.

O livro foi surpreendente, quando li a sinopse (que não foi essa ai em cima) me interessei pelo livro e esperava um chick-lit bem divertido, confesso que não procurei mais nada sobre o livro (se tivesse teria descoberto a sinopse acima) e já pedi para fazer a leitura, minha surpresa foi tamanha, pois o que encontrei foi bem diferente do que esperava, tem a parte divertida sim, mas o livro também tem muito mais.

De modo geral, o livro é um romance com uma reflexão sobre a vida, sobre como podemos mudar de opinião e lutar pelo que queremos, como nos desculpar com o passado e seguir em frente, por isso não se deixem enganar pelo título, mesmo que esse tenha um motivo que só será descoberto mais para frente.

Super-recomendado para os fãs de romance.